NÚCLEOS

Núcleo de acessos vasculares e
transplantação

NÚCLEOS

Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular

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Enquadramento

A especialidade de Angiologia e Cirurgia Vascular está a entrar numa nova era de desenvolvimento.
A Robótica, a Inteligência Artificial e a Saúde Digital são temas cada vez mais presentes na nossa comunidade, revelando-se promissoras ferramentas para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos nossos doentes.
O Núcleo de Cirurgia Robótica, Inteligência Artificial e Saúde Digital da SPACV pretende estar na linha da frente desta mudança — promovendo a formação, a investigação e a qualidade na implementação destas ferramentas —, de forma a assegurar que a tecnologia serve sempre o mesmo propósito: melhorar a vida dos nossos doentes.

 

Coordenador
Luís Loureiro

 

Colaboradores
Tony Soares | Sérgio Teixeira

Missão e Objetivos:
Os objetivos do Núcleo incluem:

  • Promover a Angiologia e Cirurgia Vascular como uma especialidade médico-cirúrgica ao serviço da comunidade, com campanhas de sensibilização para as principais patologias vasculares nas diferentes redes sociais da SPACV;
  • Capacitar os profissionais dedicados à Angiologia e Cirurgia Vascular nas áreas da Cirurgia Robótica, Inteligência Artificial e Saúde Digital;
  • Promover o desenvolvimento de projetos de investigação e inovação que explorem as áreas emergentes da tecnologia e informação digital;
  • Criar normas de qualidade através da avaliação do impacto destas tecnologias nos resultados clínicos e na organização dos diferentes serviços de saúde.

Plano de ação:

Identificar, reunir e divulgar iniciativas, projetos e oportunidades de formação na Cirurgia Robótica, na Inteligência Artificial e na Saúde Digital;
Promover a literacia digital e tecnológica entre os cirurgiões vasculares, através de ações de formação e programas de capacitação em tecnologias emergentes;
Estabelecer parcerias com universidades, politécnicos, centros de investigação, indústria tecnológica e outras sociedades científicas, nacionais e internacionais, para o desenvolvimento de projetos conjuntos;
Incentivar a investigação científica e a publicação de trabalhos sobre inovação tecnológica na área da Cirurgia Vascular;
Participar ativamente na criação de um ecossistema nacional dedicado à inovação em saúde digital, reforçando o papel da SPACV como sociedade científica de referência neste domínio.

Enquadramento

A investigação clínica desempenha um papel fundamental no avanço da medicina e na melhoria da saúde global. A prática clínica atual deve fundamentar-se na evidência científica disponível, para que a abordagem terapêutica selecionada para cada doente resulte do melhor equilíbrio possível entre eficácia, segurança e preferências do doente.

O Núcleo de Apoio à Investigação Clínica e Estudos Multicêntricos da SPACV é criado com o propósito de promover e apoiar a investigação na área da Angiologia e Cirurgia Vascular, ciente das dificuldades inerentes ao seu desenvolvimento no contexto nacional.
Pretende-se que este seja um ponto de convergência entre clínica e investigação, facilitando o desenvolvimento de projetos de investigação com rigor metodológico e promovendo uma cultura de cooperação e partilha de conhecimento entre os cirurgiões vasculares.
A criação deste núcleo reforça o compromisso da SPACV com a investigação e inovação, promovendo a colaboração entre centros nacionais e internacionais e, assim, contribuindo para que a produção científica portuguesa nesta área tenha maior visibilidade, qualidade e impacto.
Importa ainda sublinhar que este núcleo tem um carácter exclusivamente de apoio técnico e científico, não reivindicando autoria nem coautoria nos estudos em que colabora. O seu papel é o de facilitar, orientar e potenciar a investigação conduzida pelos membros da Sociedade, num espírito de entreajuda e valorização coletiva.

Coordenadora
Rita Ferreira

Colaboradores
Joana Ferreira | Marina Dias-Neto | Andreia Coelho | José Oliveira Pinto | Ryan Gouveia e Melo | Alice Lopes | Daniel Mendes | Luís Antunes | Nelson Oliveira | Daniel Brandão | Tony Soares | Luís Gamas | Liliana Domingos

Consultores
Emília Ferreira | Alexandra Canedo | Luís Mendes Pedro | Armando Mansilha | Rui Machado | Manuel Fonseca | Frederico Bastos Gonçalves | Ivone Silva | Augusto Ministro | Sérgio Sampaio

Plano de Ação:
Os objetivos do Núcleo incluem:

  • Incentivar a participação de cirurgiões vasculares em projetos científicos e ensaios clínicos;
  • Apoiar na elaboração de protocolos, candidaturas e submissões a comissões de ética e entidades reguladoras, nomeadamente nos ensaios clínicos da iniciativa do investigador;
  • Facilitar a comunicação entre centros de investigação para potenciar sinergias e desenvolvimento de estudos multicêntricos, com consequente aumento do poder estatístico;
  • Promover boas práticas de investigação, garantindo qualidade, transparência e reprodutibilidade dos resultados.

Enquadramento

A doença renal crónica representa um dos mais relevantes problemas de saúde pública em Portugal. Afeta aproximadamente 9,8% da população adulta, e o país apresenta uma das maiores incidências europeias de terapêuticas de substituição renal, nas suas diversas modalidades – hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. Em 2023, existiam mais de 20 000 doentes em diálise, e foram realizados 547 transplantes renais, posicionando Portugal como o quinto país europeu com maior taxa de transplantação renal (49 transplantes por milhão de habitantes).

A criação de um acesso vascular para hemodiálise é a essência do gesto cirúrgico vascular – exige uma combinação de precisão técnica e julgamento clínico, sobretudo quando se rege pelos critérios anatómicos-limite, com um diâmetro mínimo dos vasos de 2mm, para uma anastomose funcionante. O seu seguimento e manutenção também nada têm de simplificado. Exige o domínio do ecodoppler, dos procedimentos endovasculares e da cirurgia convencional, assim como o entendimento aprofundado do funcionamento e hemodinâmica de uma fístula arteriovenosa de hemodiálise.
Os cuidados de excelência serão traduzidos não só pelo número de acessos criados, mas pela durabilidade dos acessos funcionantes. A longevidade e funcionalidade do acesso vascular dependem tanto da técnica cirúrgica, como da punção, da monitorização e vigilância, e sobretudo, de uma boa comunicação entre o cirurgião vascular, o nefrologista e a equipa de enfermagem.

Da mesma forma que num transplante, o cirurgião vascular não é apenas o executor técnico das anastomoses, mas um coautor do sucesso global do transplante renal, integrando-se de forma plena na equipa multidisciplinar que assegura a funcionalidade do enxerto. Desde a avaliação pré-operatória, ao assegurar a adequabilidade dos vasos ilíacos do receptor, à preparação do enxerto, à criação das anastomoses e à gestão das complicações vasculares do rim transplantado, a sua integração efetiva na equipa multidisciplinar é indispensável.

O Núcleo de Acessos Vasculares e Transplantação pretende dinamizar a formação nesta área fomentando a partilha de experiência clínica e a divulgação científica, dentro de uma abordagem multidisciplinar com nefrologistas e enfermeiros.

 

Coordenadora
Gabriela Teixeira

 

Colaboradores
Maria José Ferreira | Mário Moreira; Nuno Coelho

Plano de ação

A Reunião do Núcleo de Acessos Vasculares e Transplantação da SPACV, está prevista para o 2º semestre de 2026.

Enquadramento

As anomalias vasculares congénitas compreendem os tumores vasculares, mais frequentes em idade pediátrica e as malformações vasculares, doenças crónicas geradoras de dor, deformidade, hemorragia e trombose e disfunção de órgão. O espectro de gravidade de ambos varia em severidade desde condição benigna a causa de incapacidade profunda ou morte.
A Angiologia e Cirurgia Vascular, que trata principalmente adultos encontra nestas patologias uma forte conexão com a Cirurgia Pediátrica que convida a uma abordagem conjunta.

O campo das anomalias vasculares não pode ser reclamado por uma única especialidade médica ou cirúrgica, mas sim partilhado por um core de especialidades e coadjuvado por quase todos os sectores da saúde – é uma área eminentemente multidisciplinar.
Os avanços recentes da genética, o aparecimento de terapêuticas dirigidas e medicina de precisão, a resposta favorável a alguns fármacos e o aperfeiçoamento de meios de tratamento minimamente invasivos mudou decisivamente o tratamento destes doentes.
A enorme variedade de apresentações clínicas, de fisiopatologias subjacentes diversas e o reduzido número de doentes em cada variante tornam o diagnóstico difícil e um diagnóstico errado conduz a decisões terapêuticas inadequadas.

 

Coordenador
Carlos Amaral

 

Colaboradores
Pedro Amorim | Filipa Jácome

Plano de ação:

  • Organização da sessão do Núcleo do biénio;
  • Promoção do conhecimento da classificação, diagnóstico clínico e imagiológico e dos critérios de terapêutica médica e cirúrgica destes doentes, idealmente pela organização de um workshop de anomalias vasculares destinado a internos e especialistas a decorrer preferencialmente durante o congresso da SPACV;
  • Análise das diferenças entre a patologia vascular pediátrica e a dos adultos;
  • Manter a linha de ação anteriormente proposta por este núcleo no biénio anterior, no sentido de fomentar a discussão de casos clínicos que suscitem dúvida diagnóstica e ou terapêutica;
  • Contributo para um registo nacional dos casos no sentido de caracterizar demograficamente esta patologia e promover a referenciação adequada e aferir o seu peso em termos de saúde pública em Portugal.

Enquadramento

A prática médica do século XXI exige mais do que excelência clínica e conhecimento científico. Exige visão estratégica, capacidade de decisão e competências de gestão e liderança capazes de transformar equipas, serviços e sistemas de saúde. Ser líder aprende-se — e é uma responsabilidade crescente no percurso formativo e profissional de cada médico.
Os médicos vasculares ocupam hoje um lugar central no desenho e na execução de políticas de saúde, assumindo um papel determinante na forma como se planeiam recursos, se definem prioridades e se mede o impacto das decisões clínicas e organizacionais. Para exercer esta influência de forma estruturada e informada, é indispensável dominar as ferramentas que suportam a tomada de decisão — desde a análise de dados à gestão de projetos, do trabalho em equipa à comunicação eficaz, da sustentabilidade à inovação organizacional.
A aposta na formação em gestão e liderança não se faz em contraponto à vocação assistencial do médico; pelo contrário, amplia-a. Um profissional capaz de compreender a dinâmica institucional, gerir equipas interdisciplinares e promover a qualidade e a segurança dos cuidados contribui para um sistema de saúde mais eficiente, humano e sustentável. É neste contexto que o Núcleo de Gestão e Liderança da SPACV se afirma como um espaço de partilha, reflexão e capacitação, alinhado com as melhores práticas internacionais e com a evolução das exigências do exercício médico contemporâneo.

 

Coordenadora
Ivone Silva

 

Colaborador
Hugo Rodrigues

Plano de ação:

  • Recolher e divulgar informação:
    • Identificar e divulgar iniciativas, eventos e oportunidades de formação em Gestão e Liderança Médica.
    • Promover o acesso dos sócios da SPACV a conteúdos formativos e materiais de apoio, com o apoio do Colégio de Gestão de Serviços de Saúde
  • Divulgar conceitos fundamentais de Gestão Médica, incluindo:
    • Análise de resultados clínicos e benchmarking;
    • Qualidade, certificação e acreditação;
    • Financiamento e economia em saúde;
    • Gestão e avaliação de projetos;
    • Governança clínica e gestão de risco;
    • Codificação clínica e qualidade dos dados;
    • Comunicação, negociação e motivação de equipas.
  • Aprender com boas práticas internacionais:
    • Conhecer e enquadrar modelos de desenvolvimento em gestão e liderança médica noutros países, em especial na União Europeia, e divulgar essas experiências junto dos membros da SPACV.
  • Promover a formação e o desenvolvimento profissional:
    • Apoiar a criação e realização de ações de formação, workshops e programas dedicados à Gestão e Liderança Médica.
    • Estimular a participação de médicos vasculares em programas nacionais e internacionais nesta área.

Conclusão
A gestão e a liderança são hoje dimensões inseparáveis do exercício médico.
O Núcleo de Gestão e Liderança da SPACV tem como missão contribuir para o desenvolvimento destas competências, reforçando o papel dos médicos na governação das instituições e na melhoria contínua dos cuidados de saúde.

Enquadramento

A biologia vascular representa o domínio elementar, sustentado no qual se desenvolvem as mais frequentes patologias do sistema cardiovascular, principal causa de mortalidade à escala global.
O estudo da biologia vascular permitiu revolucionar o desfecho de inúmeras patologias, melhorar a sobrevida e qualidade de vida de milhões de pessoas.
O desenvolvimento a que se tem assistido na modelagem da biologia vascular, embora o contemple, ultrapassa largamente o domínio cirúrgico, passando por estratégias farmacológicas amplamente utilizadas e técnicas de reprogramação genéticas complexas e inovadoras.
Contudo, o progresso não se faz sem um conhecimento cada vez mais sólido e aprofundado. Deste modo, reveste-se de suma importância para o Cirurgião Vascular o domínio dos aspetos biológicos de resposta vascular, por forma a conseguir aperfeiçoar a opção terapêutica e controlo de fatores de risco para, no final de contas, otimizar os resultados da intervenção clínica.

 

Coordenador
Luís Antunes

 

Colaboradores
Roger Rodrigues | Tiago Ribeiro

Plano de ação:
O Núcleo de Biologia Vascular terá como objetivos:

  • Participação na Reunião Anual de Núcleos a realizar no 1º Semestre de cada ano.
  • Fomentar e difundir o conhecimento sobre a fisiologia e fisiopatologia vascular no contexto do diagnóstico e terapêutica.

Enquadramento

A diabetes mellitus afeta, atualmente, mais de um milhão de portugueses, sendo uma das doenças não transmissíveis mais prevalentes em Portugal. Esta é também uma das taxas de prevalência mais elevadas na União Europeia. O pé diabético constitui uma das mais temidas complicações da diabetes mellitus, afetando entre 19-34% da população diabética ao longo da vida. A morbilidade resultante da ulceração é muito significativa, com um risco de amputação de membro de 20% e taxas de mortalidade, aos 5 anos, de 50 a 70%. Trata-se de um problema complexo, com enormes custos para o serviço nacional de saúde, estando a melhoria destes indicadores dependente de uma intervenção multidisciplinar.
Os Cirurgiões Vasculares têm um papel crucial nesta intervenção multidisciplinar, uma vez que muitos dos doentes com pé diabético apresentam, concomitantemente, doença arterial periférica, cujo tratamento é fundamental para a cicatrização das lesões tróficas e preservação do membro.

 

Coordenador
Gonçalo Cabral

 

Colaboradores
Ricardo Correia | António Neves

Plano de ação

Os objetivos do Núcleo de Pé diabético para os próximos 2 anos são os seguintes:

  • Formação dos médicos internos de formação específica de Angiologia e Cirurgia Vascular na área do pé diabético, dando continuidade aos cursos previamente lecionados;
  • Promover a formação em técnicas de revascularização avançada (endovascular e convencional) do pé diabético isquémico, através de estágios a realizar em serviços nacionais e internacionais com dedicação especial a esta patologia;
  • Melhorar a capacidade de diagnóstico, tratamento e referenciação precoce do pé diabético, através de ações de formação e sensibilização junto das especialidades médicas e cirúrgicas que lidam com doentes diabéticos;
  • Sensibilizar a população em geral para a importância da prevenção primária do pé diabético.

Enquadramento

O Núcleo de Ética Profissional da SPACV, agora sob a coordenação de Mário Vieira, juntamente com os colaboradores Marta Rodrigues e João Diogo Castro, assume um novo ciclo de atividades no biénio 2023-2025. Este Núcleo tem como missão promover e debater as questões éticas relacionadas ao exercício da Angiologia e Cirurgia Vascular, sempre com o objetivo de assegurar os melhores interesses dos doentes, das instituições e dos profissionais da área.
Nos próximos dois anos, vamos dar prioridade à promoção de um espaço de reflexão e diálogo contínuo sobre a ética no nosso campo de atuação. Queremos estreitar a colaboração com os diversos profissionais da área, assim como com as instituições que regulam e acompanham as atividades em Angiologia e Cirurgia Vascular, para garantir que as melhores práticas sejam sempre seguidas e as questões éticas sejam abordadas de forma transparente e construtiva.
Contamos com o envolvimento e participação ativa de todos os sócios da SPACV para que o Núcleo continue a cumprir com a sua missão de forma eficaz e relevante para todos os membros da nossa comunidade.

 

Coordenador
Mário Vieira

 

Colaboradores
Marta Rodrigues | João Diogo Castro

Plano de ação

Nos próximos anos, o Núcleo de Ética Profissional da SPACV desenvolverá uma série de iniciativas com o intuito de fomentar a reflexão sobre os desafios éticos na prática da Angiologia e Cirurgia Vascular. Entre as nossas ações destacam-se:

  • Sessão Anual de Discussão Ética
    Realizaremos uma sessão anual dedicada à discussão de temas éticos pertinentes, com a participação ativa dos nossos membros, estimulando o debate e partilha de experiências e soluções. Este espaço será fundamental para fortalecer a nossa rede e criar um fórum de aprendizagem coletiva.
  • Presença no Congresso Nacional da SPACV
    Estaremos presentes no Congresso Nacional da SPACV, com o intuito de promover contacto e discussões sobre ética profissional, alinhando as melhores práticas à realidade atual da nossa especialidade. Este será também um momento para interagir diretamente com os sócios, esclarecendo dúvidas e recebendo sugestões.
  • Apoio Contínuo aos Sócios
    O Núcleo estará disponível para responder a qualquer dúvida ou sugestão relacionada com questões éticas que surjam durante o exercício profissional dos nossos sócios. Criamos um canal de comunicação direto e eficiente, para apoiar os membros da SPACV na resolução de temas éticos no seu dia a dia.

Enquadramento

O papel das técnicas de imagem na prática da Cirurgia Vascular moderna é fundamental, tanto no diagnóstico como na intervenção endovascular.
No âmbito do diagnóstico, torna-se cada vez mais essencial adquirir competências sólidas na interpretação dos principais métodos (eco-Doppler, angioTC e por Angio RM), assim como dominar ferramentas avançadas de software para medição e planeamento de procedimentos aórticos e periféricos.
Na vertente de intervenção endovascular, os avanços dos equipamentos de imagiologia angiográfica — incluindo novas funcionalidades como a imagem de fusão — e a diversidade de contextos tecnológicos onde os procedimentos são realizados (arcos em C em bloco operatório, salas híbridas e salas de hemodinâmica), colocam novos desafios à prática clínica.
Por fim, a proteção radiológica é um pilar fundamental na cirurgia vascular moderna, dada a crescente utilização de técnicas endovasculares guiadas por fluoroscopia. A exposição cumulativa à radiação representa um risco real para os doentes e para as equipas médicas, exigindo uma cultura de segurança ativa.

 

Coordenador
Ruy Fernandes e Fernandes

 

Colaboradores
Gonçalo Sousa | Carlos Veterano

Plano de ação

Nos próximos anos, o Núcleo de Ética Profissional da SPACV desenvolverá uma série de iniciativas com o intuito de fomentar a reflexão sobre os desafios éticos na prática da Angiologia e Cirurgia Vascular. Entre as nossas ações destacam-se:

  • Promover formação contínua em segurança da radiação e na adoção de boas práticas e tecnologias de redução da exposição.
  • Estimular o debate multidisciplinar sobre segurança da radiação e o funcionamento de equipas de salas de angiografia, incluindo o contexto legal atual.
  • Promover formação específica nos diferentes softwares de sizing and planning.

Enquadramento

O Núcleo de Translação Vascular tem como objetivo enfatizar o papel da ciência básica na prática clínica. Pretende-se promover a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos das doenças vasculares e a sua aplicação no diagnóstico, tratamento e prognóstico.
Mais do que explorar os mecanismos biológicos complexos, pretende-se valorizar a investigação básica como ferramenta prática, capaz de:
• melhorar a interpretação da sintomatologia e da resposta ao tratamento;
• orientar decisões terapêuticas baseadas em evidência;
• fomentar a inovação cirúrgica e tecnológica sustentada por dados científicos;
• e integrar o conhecimento translacional na prática diária do cirurgião vascular.

 

Coordenadora
Joana Ferreira

 

Colaborador
Vitor Ferreira

Plano de ação

O Núcleo irá promover uma Reunião Científica dedicada à Medicina Translacional aplicada à Doença Venosa Crónica e à Doença Tromboembólica Venosa.
Este evento pretende ser um ponto de encontro entre especialidades e áreas de investigação, reunindo: Cirurgiões vasculares, Geneticistas, Imuno-hemoterapeutas, Investigadores clínicos e de ciências básicas, Internistas e Associações de doentes.

Enquadramento

O Núcleo de Internos da SPACV constitui a estrutura representativa dos médicos internos na área de Angiologia e Cirurgia Vascular em Portugal. Tem como principal missão promover a formação dos médicos internos de Cirurgia Vascular em Portugal, incentivar à investigação, à apresentação de trabalhos científicos e ao envolvimento ativo na vida da SPACV e fomentar o espírito de grupo e da partilha entre internos de diferentes centros de formação. O Núcleo tem ainda como objetivos reforçar a ligação com sociedades congéneres internacionais, como a ESVS e a EVST, e dinamizar canais de comunicação, fortalecendo assim a coesão e a representação dos médicos internos no seio da Sociedade.

 

Coordenadora
Marta Machado

 

Colaboradores
Inês Gueifão | Miguel Castro e Silva; Lara Dias

Plano de ação

  • Reunião dos Núcleos + Curso Internos 15-16 Janeiro 2026
  • Podcasts SPACV bimensais
  • I Encontro Nacional de Internos de Cirurgia Vascular em 2026
  • “Vascular Quiz” (online)

Enquadramento

A doença renal crónica representa um dos mais relevantes problemas de saúde pública em Portugal. Afeta aproximadamente 9,8% da população adulta, e o país apresenta uma das maiores incidências europeias de terapêuticas de substituição renal, nas suas diversas modalidades – hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. Em 2023, existiam mais de 20 000 doentes em diálise, e foram realizados 547 transplantes renais, posicionando Portugal como o quinto país europeu com maior taxa de transplantação renal (49 transplantes por milhão de habitantes).

A criação de um acesso vascular para hemodiálise é a essência do gesto cirúrgico vascular – exige uma combinação de precisão técnica e julgamento clínico, sobretudo quando se rege pelos critérios anatómicos-limite, com um diâmetro mínimo dos vasos de 2mm, para uma anastomose funcionante. O seu seguimento e manutenção também nada têm de simplificado. Exige o domínio do ecodoppler, dos procedimentos endovasculares e da cirurgia convencional, assim como o entendimento aprofundado do funcionamento e hemodinâmica de uma fístula arteriovenosa de hemodiálise.
Os cuidados de excelência serão traduzidos não só pelo número de acessos criados, mas pela durabilidade dos acessos funcionantes. A longevidade e funcionalidade do acesso vascular dependem tanto da técnica cirúrgica, como da punção, da monitorização e vigilância, e sobretudo, de uma boa comunicação entre o cirurgião vascular, o nefrologista e a equipa de enfermagem.

Da mesma forma que num transplante, o cirurgião vascular não é apenas o executor técnico das anastomoses, mas um coautor do sucesso global do transplante renal, integrando-se de forma plena na equipa multidisciplinar que assegura a funcionalidade do enxerto. Desde a avaliação pré-operatória, ao assegurar a adequabilidade dos vasos ilíacos do receptor, à preparação do enxerto, à criação das anastomoses e à gestão das complicações vasculares do rim transplantado, a sua integração efetiva na equipa multidisciplinar é indispensável.

O Núcleo de Acessos Vasculares e Transplantação pretende dinamizar a formação nesta área fomentando a partilha de experiência clínica e a divulgação científica, dentro de uma abordagem multidisciplinar com nefrologistas e enfermeiros.

 

Coordenadora
Gabriela Teixeira

 

Colaboradores
Maria José Ferreira | Mário Moreira; Nuno Coelho

Plano de ação

A Reunião do Núcleo de Acessos Vasculares e Transplantação da SPACV, está prevista para o 2º semestre de 2026.

Enquadramento

As anomalias vasculares congénitas compreendem os tumores vasculares, mais frequentes em idade pediátrica e as malformações vasculares, doenças crónicas geradoras de dor, deformidade, hemorragia e trombose e disfunção de órgão. O espectro de gravidade de ambos varia em severidade desde condição benigna a causa de incapacidade profunda ou morte.
A Angiologia e Cirurgia Vascular, que trata principalmente adultos encontra nestas patologias uma forte conexão com a Cirurgia Pediátrica que convida a uma abordagem conjunta.

O campo das anomalias vasculares não pode ser reclamado por uma única especialidade médica ou cirúrgica, mas sim partilhado por um core de especialidades e coadjuvado por quase todos os sectores da saúde – é uma área eminentemente multidisciplinar.
Os avanços recentes da genética, o aparecimento de terapêuticas dirigidas e medicina de precisão, a resposta favorável a alguns fármacos e o aperfeiçoamento de meios de tratamento minimamente invasivos mudou decisivamente o tratamento destes doentes.
A enorme variedade de apresentações clínicas, de fisiopatologias subjacentes diversas e o reduzido número de doentes em cada variante tornam o diagnóstico difícil e um diagnóstico errado conduz a decisões terapêuticas inadequadas.

 

Coordenador
Carlos Amaral

 

Colaboradores
Pedro Amorim | Filipa Jácome

Plano de ação:

  • Organização da sessão do Núcleo do biénio;
  • Promoção do conhecimento da classificação, diagnóstico clínico e imagiológico e dos critérios de terapêutica médica e cirúrgica destes doentes, idealmente pela organização de um workshop de anomalias vasculares destinado a internos e especialistas a decorrer preferencialmente durante o congresso da SPACV;
  • Análise das diferenças entre a patologia vascular pediátrica e a dos adultos;
  • Manter a linha de ação anteriormente proposta por este núcleo no biénio anterior, no sentido de fomentar a discussão de casos clínicos que suscitem dúvida diagnóstica e ou terapêutica;
  • Contributo para um registo nacional dos casos no sentido de caracterizar demograficamente esta patologia e promover a referenciação adequada e aferir o seu peso em termos de saúde pública em Portugal.

Enquadramento

A investigação clínica desempenha um papel fundamental no avanço da medicina e na melhoria da saúde global. A prática clínica atual deve fundamentar-se na evidência científica disponível, para que a abordagem terapêutica selecionada para cada doente resulte do melhor equilíbrio possível entre eficácia, segurança e preferências do doente.

O Núcleo de Apoio à Investigação Clínica e Estudos Multicêntricos da SPACV é criado com o propósito de promover e apoiar a investigação na área da Angiologia e Cirurgia Vascular, ciente das dificuldades inerentes ao seu desenvolvimento no contexto nacional.
Pretende-se que este seja um ponto de convergência entre clínica e investigação, facilitando o desenvolvimento de projetos de investigação com rigor metodológico e promovendo uma cultura de cooperação e partilha de conhecimento entre os cirurgiões vasculares.
A criação deste núcleo reforça o compromisso da SPACV com a investigação e inovação, promovendo a colaboração entre centros nacionais e internacionais e, assim, contribuindo para que a produção científica portuguesa nesta área tenha maior visibilidade, qualidade e impacto.
Importa ainda sublinhar que este núcleo tem um carácter exclusivamente de apoio técnico e científico, não reivindicando autoria nem coautoria nos estudos em que colabora. O seu papel é o de facilitar, orientar e potenciar a investigação conduzida pelos membros da Sociedade, num espírito de entreajuda e valorização coletiva.

 

Coordenadora
Rita Ferreira

 

Colaboradores
Joana Ferreira | Marina Dias-Neto | Andreia Coelho | José Oliveira Pinto | Ryan Gouveia e Melo | Alice Lopes | Daniel Mendes | Luís Antunes | Nelson Oliveira | Daniel Brandão | Tony Soares | Luís Gamas | Liliana Domingos

 

Consultores
Emília Ferreira | Alexandra Canedo | Luís Mendes Pedro | Armando Mansilha | Rui Machado | Manuel Fonseca | Frederico Bastos Gonçalves | Ivone Silva | Augusto Ministro | Sérgio Sampaio

Plano de Ação:
Os objetivos do Núcleo incluem:

  • Incentivar a participação de cirurgiões vasculares em projetos científicos e ensaios clínicos;
  • Apoiar na elaboração de protocolos, candidaturas e submissões a comissões de ética e entidades reguladoras, nomeadamente nos ensaios clínicos da iniciativa do investigador;
  • Facilitar a comunicação entre centros de investigação para potenciar sinergias e desenvolvimento de estudos multicêntricos, com consequente aumento do poder estatístico;
  • Promover boas práticas de investigação, garantindo qualidade, transparência e reprodutibilidade dos resultados.

Enquadramento

A biologia vascular representa o domínio elementar, sustentado no qual se desenvolvem as mais frequentes patologias do sistema cardiovascular, principal causa de mortalidade à escala global.
O estudo da biologia vascular permitiu revolucionar o desfecho de inúmeras patologias, melhorar a sobrevida e qualidade de vida de milhões de pessoas.
O desenvolvimento a que se tem assistido na modelagem da biologia vascular, embora o contemple, ultrapassa largamente o domínio cirúrgico, passando por estratégias farmacológicas amplamente utilizadas e técnicas de reprogramação genéticas complexas e inovadoras.
Contudo, o progresso não se faz sem um conhecimento cada vez mais sólido e aprofundado. Deste modo, reveste-se de suma importância para o Cirurgião Vascular o domínio dos aspetos biológicos de resposta vascular, por forma a conseguir aperfeiçoar a opção terapêutica e controlo de fatores de risco para, no final de contas, otimizar os resultados da intervenção clínica.

 

Coordenador
Luís Antunes

 

Colaboradores
Roger Rodrigues | Tiago Ribeiro

Plano de ação:
O Núcleo de Biologia Vascular terá como objetivos:

  • Participação na Reunião Anual de Núcleos a realizar no 1º Semestre de cada ano.
  • Fomentar e difundir o conhecimento sobre a fisiologia e fisiopatologia vascular no contexto do diagnóstico e terapêutica.

Enquadramento

O Núcleo de Ética Profissional da SPACV, agora sob a coordenação de Mário Vieira, juntamente com os colaboradores Marta Rodrigues e João Diogo Castro, assume um novo ciclo de atividades no biénio 2023-2025. Este Núcleo tem como missão promover e debater as questões éticas relacionadas ao exercício da Angiologia e Cirurgia Vascular, sempre com o objetivo de assegurar os melhores interesses dos doentes, das instituições e dos profissionais da área.
Nos próximos dois anos, vamos dar prioridade à promoção de um espaço de reflexão e diálogo contínuo sobre a ética no nosso campo de atuação. Queremos estreitar a colaboração com os diversos profissionais da área, assim como com as instituições que regulam e acompanham as atividades em Angiologia e Cirurgia Vascular, para garantir que as melhores práticas sejam sempre seguidas e as questões éticas sejam abordadas de forma transparente e construtiva.
Contamos com o envolvimento e participação ativa de todos os sócios da SPACV para que o Núcleo continue a cumprir com a sua missão de forma eficaz e relevante para todos os membros da nossa comunidade.

 

Coordenador
Mário Vieira

 

Colaboradores
Marta Rodrigues | João Diogo Castro

Plano de ação

Nos próximos anos, o Núcleo de Ética Profissional da SPACV desenvolverá uma série de iniciativas com o intuito de fomentar a reflexão sobre os desafios éticos na prática da Angiologia e Cirurgia Vascular. Entre as nossas ações destacam-se:

  • Sessão Anual de Discussão Ética
    Realizaremos uma sessão anual dedicada à discussão de temas éticos pertinentes, com a participação ativa dos nossos membros, estimulando o debate e partilha de experiências e soluções. Este espaço será fundamental para fortalecer a nossa rede e criar um fórum de aprendizagem coletiva.
  • Presença no Congresso Nacional da SPACV
    Estaremos presentes no Congresso Nacional da SPACV, com o intuito de promover contacto e discussões sobre ética profissional, alinhando as melhores práticas à realidade atual da nossa especialidade. Este será também um momento para interagir diretamente com os sócios, esclarecendo dúvidas e recebendo sugestões.
  • Apoio Contínuo aos Sócios
    O Núcleo estará disponível para responder a qualquer dúvida ou sugestão relacionada com questões éticas que surjam durante o exercício profissional dos nossos sócios. Criamos um canal de comunicação direto e eficiente, para apoiar os membros da SPACV na resolução de temas éticos no seu dia a dia.

Enquadramento

A prática médica do século XXI exige mais do que excelência clínica e conhecimento científico. Exige visão estratégica, capacidade de decisão e competências de gestão e liderança capazes de transformar equipas, serviços e sistemas de saúde. Ser líder aprende-se — e é uma responsabilidade crescente no percurso formativo e profissional de cada médico.
Os médicos vasculares ocupam hoje um lugar central no desenho e na execução de políticas de saúde, assumindo um papel determinante na forma como se planeiam recursos, se definem prioridades e se mede o impacto das decisões clínicas e organizacionais. Para exercer esta influência de forma estruturada e informada, é indispensável dominar as ferramentas que suportam a tomada de decisão — desde a análise de dados à gestão de projetos, do trabalho em equipa à comunicação eficaz, da sustentabilidade à inovação organizacional.
A aposta na formação em gestão e liderança não se faz em contraponto à vocação assistencial do médico; pelo contrário, amplia-a. Um profissional capaz de compreender a dinâmica institucional, gerir equipas interdisciplinares e promover a qualidade e a segurança dos cuidados contribui para um sistema de saúde mais eficiente, humano e sustentável. É neste contexto que o Núcleo de Gestão e Liderança da SPACV se afirma como um espaço de partilha, reflexão e capacitação, alinhado com as melhores práticas internacionais e com a evolução das exigências do exercício médico contemporâneo.

 

Coordenadora
Ivone Silva

 

Colaborador
Hugo Rodrigues

Plano de ação:

  • Recolher e divulgar informação:
    • Identificar e divulgar iniciativas, eventos e oportunidades de formação em Gestão e Liderança Médica.
    • Promover o acesso dos sócios da SPACV a conteúdos formativos e materiais de apoio, com o apoio do Colégio de Gestão de Serviços de Saúde
  • Divulgar conceitos fundamentais de Gestão Médica, incluindo:
    • Análise de resultados clínicos e benchmarking;
    • Qualidade, certificação e acreditação;
    • Financiamento e economia em saúde;
    • Gestão e avaliação de projetos;
    • Governança clínica e gestão de risco;
    • Codificação clínica e qualidade dos dados;
    • Comunicação, negociação e motivação de equipas.
  • Aprender com boas práticas internacionais:
    • Conhecer e enquadrar modelos de desenvolvimento em gestão e liderança médica noutros países, em especial na União Europeia, e divulgar essas experiências junto dos membros da SPACV.
  • Promover a formação e o desenvolvimento profissional:
    • Apoiar a criação e realização de ações de formação, workshops e programas dedicados à Gestão e Liderança Médica.
    • Estimular a participação de médicos vasculares em programas nacionais e internacionais nesta área.

Conclusão
A gestão e a liderança são hoje dimensões inseparáveis do exercício médico.
O Núcleo de Gestão e Liderança da SPACV tem como missão contribuir para o desenvolvimento destas competências, reforçando o papel dos médicos na governação das instituições e na melhoria contínua dos cuidados de saúde.

Enquadramento

O papel das técnicas de imagem na prática da Cirurgia Vascular moderna é fundamental, tanto no diagnóstico como na intervenção endovascular.
No âmbito do diagnóstico, torna-se cada vez mais essencial adquirir competências sólidas na interpretação dos principais métodos (eco-Doppler, angioTC e por Angio RM), assim como dominar ferramentas avançadas de software para medição e planeamento de procedimentos aórticos e periféricos.
Na vertente de intervenção endovascular, os avanços dos equipamentos de imagiologia angiográfica — incluindo novas funcionalidades como a imagem de fusão — e a diversidade de contextos tecnológicos onde os procedimentos são realizados (arcos em C em bloco operatório, salas híbridas e salas de hemodinâmica), colocam novos desafios à prática clínica.
Por fim, a proteção radiológica é um pilar fundamental na cirurgia vascular moderna, dada a crescente utilização de técnicas endovasculares guiadas por fluoroscopia. A exposição cumulativa à radiação representa um risco real para os doentes e para as equipas médicas, exigindo uma cultura de segurança ativa.

 

Coordenador
Ruy Fernandes e Fernandes

 

Colaboradores
Gonçalo Sousa | Carlos Veterano

Plano de ação

Nos próximos anos, o Núcleo de Ética Profissional da SPACV desenvolverá uma série de iniciativas com o intuito de fomentar a reflexão sobre os desafios éticos na prática da Angiologia e Cirurgia Vascular. Entre as nossas ações destacam-se:

  • Promover formação contínua em segurança da radiação e na adoção de boas práticas e tecnologias de redução da exposição.
  • Estimular o debate multidisciplinar sobre segurança da radiação e o funcionamento de equipas de salas de angiografia, incluindo o contexto legal atual.
  • Promover formação específica nos diferentes softwares de sizing and planning.

Enquadramento

O Núcleo de Internos da SPACV constitui a estrutura representativa dos médicos internos na área de Angiologia e Cirurgia Vascular em Portugal. Tem como principal missão promover a formação dos médicos internos de Cirurgia Vascular em Portugal, incentivar à investigação, à apresentação de trabalhos científicos e ao envolvimento ativo na vida da SPACV e fomentar o espírito de grupo e da partilha entre internos de diferentes centros de formação. O Núcleo tem ainda como objetivos reforçar a ligação com sociedades congéneres internacionais, como a ESVS e a EVST, e dinamizar canais de comunicação, fortalecendo assim a coesão e a representação dos médicos internos no seio da Sociedade.

 

Coordenadora
Marta Machado

 

Colaboradores
Inês Gueifão | Miguel Castro e Silva; Lara Dias

Plano de ação

  • Reunião dos Núcleos + Curso Internos 15-16 Janeiro 2026
  • Podcasts SPACV bimensais
  • I Encontro Nacional de Internos de Cirurgia Vascular em 2026
  • “Vascular Quiz” (online)

Enquadramento

A especialidade de Angiologia e Cirurgia Vascular está a entrar numa nova era de desenvolvimento.
A Robótica, a Inteligência Artificial e a Saúde Digital são temas cada vez mais presentes na nossa comunidade, revelando-se promissoras ferramentas para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos nossos doentes.
O Núcleo de Cirurgia Robótica, Inteligência Artificial e Saúde Digital da SPACV pretende estar na linha da frente desta mudança — promovendo a formação, a investigação e a qualidade na implementação destas ferramentas —, de forma a assegurar que a tecnologia serve sempre o mesmo propósito: melhorar a vida dos nossos doentes.

 

Coordenador
Luís Loureiro

 

Colaboradores
Tony Soares | Sérgio Teixeira

Missão e Objetivos:
Os objetivos do Núcleo incluem:

  • Promover a Angiologia e Cirurgia Vascular como uma especialidade médico-cirúrgica ao serviço da comunidade, com campanhas de sensibilização para as principais patologias vasculares nas diferentes redes sociais da SPACV;
  • Capacitar os profissionais dedicados à Angiologia e Cirurgia Vascular nas áreas da Cirurgia Robótica, Inteligência Artificial e Saúde Digital;
  • Promover o desenvolvimento de projetos de investigação e inovação que explorem as áreas emergentes da tecnologia e informação digital;
  • Criar normas de qualidade através da avaliação do impacto destas tecnologias nos resultados clínicos e na organização dos diferentes serviços de saúde.

Plano de ação:

Identificar, reunir e divulgar iniciativas, projetos e oportunidades de formação na Cirurgia Robótica, na Inteligência Artificial e na Saúde Digital;
Promover a literacia digital e tecnológica entre os cirurgiões vasculares, através de ações de formação e programas de capacitação em tecnologias emergentes;
Estabelecer parcerias com universidades, politécnicos, centros de investigação, indústria tecnológica e outras sociedades científicas, nacionais e internacionais, para o desenvolvimento de projetos conjuntos;
Incentivar a investigação científica e a publicação de trabalhos sobre inovação tecnológica na área da Cirurgia Vascular;
Participar ativamente na criação de um ecossistema nacional dedicado à inovação em saúde digital, reforçando o papel da SPACV como sociedade científica de referência neste domínio.

Enquadramento

O Núcleo de Translação Vascular tem como objetivo enfatizar o papel da ciência básica na prática clínica. Pretende-se promover a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos das doenças vasculares e a sua aplicação no diagnóstico, tratamento e prognóstico.
Mais do que explorar os mecanismos biológicos complexos, pretende-se valorizar a investigação básica como ferramenta prática, capaz de:
• melhorar a interpretação da sintomatologia e da resposta ao tratamento;
• orientar decisões terapêuticas baseadas em evidência;
• fomentar a inovação cirúrgica e tecnológica sustentada por dados científicos;
• e integrar o conhecimento translacional na prática diária do cirurgião vascular.

 

Coordenadora
Joana Ferreira

 

Colaborador
Vitor Ferreira

Plano de ação

O Núcleo irá promover uma Reunião Científica dedicada à Medicina Translacional aplicada à Doença Venosa Crónica e à Doença Tromboembólica Venosa.
Este evento pretende ser um ponto de encontro entre especialidades e áreas de investigação, reunindo: Cirurgiões vasculares, Geneticistas, Imuno-hemoterapeutas, Investigadores clínicos e de ciências básicas, Internistas e Associações de doentes.

Enquadramento

A diabetes mellitus afeta, atualmente, mais de um milhão de portugueses, sendo uma das doenças não transmissíveis mais prevalentes em Portugal. Esta é também uma das taxas de prevalência mais elevadas na União Europeia. O pé diabético constitui uma das mais temidas complicações da diabetes mellitus, afetando entre 19-34% da população diabética ao longo da vida. A morbilidade resultante da ulceração é muito significativa, com um risco de amputação de membro de 20% e taxas de mortalidade, aos 5 anos, de 50 a 70%. Trata-se de um problema complexo, com enormes custos para o serviço nacional de saúde, estando a melhoria destes indicadores dependente de uma intervenção multidisciplinar.
Os Cirurgiões Vasculares têm um papel crucial nesta intervenção multidisciplinar, uma vez que muitos dos doentes com pé diabético apresentam, concomitantemente, doença arterial periférica, cujo tratamento é fundamental para a cicatrização das lesões tróficas e preservação do membro.

 

Coordenador
Gonçalo Cabral

 

Colaboradores
Ricardo Correia | António Neves

Plano de ação

Os objetivos do Núcleo de Pé diabético para os próximos 2 anos são os seguintes:

  • Formação dos médicos internos de formação específica de Angiologia e Cirurgia Vascular na área do pé diabético, dando continuidade aos cursos previamente lecionados;
  • Promover a formação em técnicas de revascularização avançada (endovascular e convencional) do pé diabético isquémico, através de estágios a realizar em serviços nacionais e internacionais com dedicação especial a esta patologia;
  • Melhorar a capacidade de diagnóstico, tratamento e referenciação precoce do pé diabético, através de ações de formação e sensibilização junto das especialidades médicas e cirúrgicas que lidam com doentes diabéticos;
  • Sensibilizar a população em geral para a importância da prevenção primária do pé diabético.